segunda-feira, 10 de março de 2014




 A palavra brasão vem do alemão arcaico Brazen e significa "tocar trombetas", de fato, os arautos antes de lerem os decretos tocavam trombetas com bandeirolas blasonadas para chamara atenção dos passantes.
    Na idade média (476-1453), os heraldistas (heraldos) eram as pessoas que dirigiam os torneios e examinavam a qualidade dos cavaleiros que, por sua vez, usavam o brasão de armas no qual figuravam os símbolos de sua nobreza.
    Portanto, o brasão era, para os antigos da Idade Média, a insígnia, a bandeira da família e, como tal, honrado e transmitido de pai para filho.
Com o fim da Idade Média, os brasões deixaram de ser somente elementos de identificação e decoração, passando a ser usado pelas famílias, eram normalmente atribuídas por um rei, porem não foram raros os casos de famílias com algum poder social que adotaram armas para o seu clã. Muitas foram as famílias que se agraciaram com um brasão de armas que as representa-se, que identificavam o valor e nobreza de tal família. Os séculos se passaram, os símbolos foram adaptados como insígnias para a nobreza e foram usados não apenas nos escudos, mas em selos para documentos. Depois, os desenhos passaram a ser bordados em certas peças de roupas. Assim, os primeiros responsáveis pela difusão da heráldica, que é o estudo dos símbolos medievais e modernos de identificação de um clã, uma família, uma corporação, uma cidade, uma região ou um país, vieram da serviência aos cavaleiros e  dos poucos letrados da Idade Média, condição que muitas vezes, nem o cavaleiro compartilhava.

Costuma-se associar os brasões com pedantismo, mas não é assim. Muitos brasões se originaram da gravura da casa ou do estabelecimento comercial do portador: na Idade Média, a maioria da população não sabia ler, então os comerciantes marcavam com gravuras os seus armazéns, tavernas, estalagens e hospedarias, com a finalidade de torná-los facilmente identificáveis para os clientes sem instrução. E também as casas tinham a marca de identificação acima da porta. Esta marca era a identificação das pessoas que moravam na casa e com ela era marcado o gado de sua propriedade e as lápides dos túmulos dos seus falecidos. Mais tarde os símbolos das casas e dos comércios evoluíram para os brasões. A dificuldade em se identificar as pessoas numa guerra também contribuiu para o uso dos brasões. Nestes casos o soldado usava o mesmo escudo do burgo ou do nobre para o qual prestava serviço. Portanto não há nenhuma pretensão de se mostrar nobre ou de sangue azul porque nem todos os brasões têm origem nobre.
Quem pensa que a heráldica é coisa dos antigos, está muito enganado, os Escudos de Armas de hoje se chamam “logotipos” ou “marcas”  e podem, dependendo do seu dono, ter valor financeiro de grande monta. Deve-se lembrar que em nações não monárquicas o uso dessas insígnias assemelham-se ao uso de qualquer outra marca permitindo-se sua utilização desde que não esteja registrado legalmente com alguma restrição, sendo então legítimo o escudo de armas assumidas. Hoje é muito comum, algumas pessoas adotarem brasões que condizem com a sua história de família ou procedência. Você também pode ter o seu, mas é preciso ter cuidado. Não se pode errar na leitura de um brasão, pois podemos correr o risco de levar o leitor do mesmo a pensar que você seja descendente de quem não é, já que, um brasão espanhol é bem diferente de um alemão. Mas para isso existem regras heráldicas que devem ser seguidas rigorosamente.
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